domingo, 28 de novembro de 2010

fstab

fstab
Localização /etc/fstab
Este é um arquivo de extrema importância no GNU/Linux. É nele que são feitas as montagens do sistema, partições, unidades de disco.
Neste artigo vou mostrar como inserir uma linha, para que uma partição seja montada na inicialização do sistema.
A primeira coisa a fazer é ver as partições que existem, a melhor e mais fácil forma de fazer isso é aplicando o comando:
$ df -h
Sist. Arq.............Tam....Usad...Disp.......Uso%...Montado em
/dev/sda6............38G....3,0G....35G.......8% ….........../
tmpfs..................233M...0..... 233M...….0%.......... /lib/init/rw
varrun.................233M..104K.. 233M....1%.......... /var/run
varlock...............233M... 0......233M......0%........... /var/lock
udev.................... 233M..160K..233M....1%........... /dev
tmpfs.................. 233M.. 12K...233M....1%.......... /dev/shm
lrm..................... 233M.. 2,2M..231M.....1%....... /lib/modules/***
/dev/sda1........... 973M... 58M..916M....6% ….../boot
/dev/sda5...........323G...105G...218G....33%...... /media/part
/dev/sda7...........104G...33M....104G ...1%......... /media/cem
/dev/sdb1...........38G....176M...36G ….1%........ /media/quarenta


Pronto já conhecemos as partições, agora basta saber qual vamos montar ou quantas vamos montar.
Para uma fácil compreensão deste artigo vou usar como exemplo sempre a partição /dev/sda5, mas os procedimentos poderão ser adotados em qualquer das outras que ai se encontram, que não estejam montadas e você deseje fazê-lo.
Próximo passo é saber a UUID da partição, isso é importante já que elas não se alteram caso haja um mudança na partição, como aconteceria se simplesmente você usasse /dev/sda5, por exemplo. Ao usar desta também funcionaria, mas toda vez que fosse feita alguma alteração na partição o arquivo fstab teria que ser editado já que aquela partição não seria mais encontrada.

Procedimentos para saber a UUID da partição.
Primeiro execute o comando:
blkid

osiel@kubuntu:~$ blkid
/dev/loop0: TYPE="squashfs"
/dev/sda1: UUID="fafaeb94-9357-45ca-a5d1-8e7ecd8b4075" TYPE="reiserfs"
/dev/sda2: TYPE="swap" UUID="5e5a3b35-2a6b-4435-98b9-70f329d462fe"
/dev/sda5: UUID="6CDB8179203DA145" LABEL="part" TYPE="ntfs"
/dev/sda6: UUID="e493409f-2ab2-4e24-9fa1-96dbaadbe87f" TYPE="reiserfs"
/dev/sda7: UUID="67b751c4-9d2d-4b9b-ad90-b09c51ba5b2d" LABEL="cem" TYPE="reiserfs"
/dev/sdb1: LABEL="quarenta" UUID="68d12ee9-6f57-4d72-b8db-b2c00d648496" TYPE="ext4"


6CDB8179203DA145
Esta é a UUID da partição /dev/sda5
Se ao executar o comando ficar faltando alguma partição listada, tente esse outro abaixo, pois também terá o mesmo resultado.

osiel@kubuntu:~$ ls -lah /dev/disk/by-uuid/
total 0
drwxr-xr-x 2 root root 160 2010-11-28 22:29 .
drwxr-xr-x 6 root root 120 2010-11-28 22:29 ..
lrwxrwxrwx 1 root root 10 2010-11-28 22:29 5e5a3b35-2a6b-4435-98b9-70f329d462fe ->../../sda2
lrwxrwxrwx 1 root root 10 2010-11-28 22:29 67b751c4-9d2d-4b9b-ad90-b09c51ba5b2d ->../../sda7
lrwxrwxrwx 1 root root 10 2010-11-28 22:29 68d12ee9-6f57-4d72-b8db-b2c00d648496 ->../../sdb1
lrwxrwxrwx 1 root root 10 2010-11-28 22:29 6CDB8179203DA145 -> ../../sda5
lrwxrwxrwx 1 root root 10 2010-11-28 22:29 e493409f-2ab2-4e24-9fa1-96dbaadbe87f ->../../sda6
lrwxrwxrwx 1 root root 10 2010-11-28 22:29 fafaeb94-9357-45ca-a5d1-8e7ecd8b4075 ->../../sda1


Pronto já sabemos as partições que possuímos e também sabemos as UUIDs das mesmas.
Vamos para o quê interessa.
Eu gosto do editor vim, mas você fique à vontade com a escolha para sua comodidade.
Começando:
$ sudo vim /etc/fstab

# /etc/fstab: static file system information.
#
# Use 'vol_id --uuid' to print the universally unique identifier for a
# device; this may be used with UUID= as a more robust way to name devices
# that works even if disks are added and removed. See fstab(5).
#
#
proc /proc proc defaults 0 0
# / was on /dev/sda6 during installation
UUID=e493409f-2ab2-4e24-9fa1-96dbaadbe87f / reiserfs relatime 0 1
# /boot was on /dev/sda1 during installation
UUID=fafaeb94-9357-45ca-a5d1-8e7ecd8b4075 /boot reiserfs notail,relatime 0 2
# swap was on /dev/sda2 during installation
UUID=5e5a3b35-2a6b-4435-98b9-70f329d462fe none swap sw 0 0
/dev/scd0 /media/cdrom0 udf,iso9660 user,noauto,exec,utf8 0 0


Percebe-se, claramente, como deve ser feita a edição do arquivo.
Na última linha coloque UUID, igualando ao valor dela, que você descobriu executando o comando blkid, ex:
osiel@kubuntu:~$ blkid
/dev/sda5: UUID="6CDB8179203DA145" LABEL="part" TYPE="ntfs"

No arquivo deve ficar:
UUID= 6CDB8179203DA145
Seguindo na mesma linha coloque o ponto de montagem:
/media/part
Mais a frente, ainda na mesma linha o sistema de arquivo, que será visto na execução do comando blkid
/dev/sda5: UUID="6CDB8179203DA145" LABEL="part" TYPE="ntfs"

Continuando na mesma linha escolha a opção defaults, seguida de dois zeros, (0 0).
A linha deverá ficar desta forma:
UUID=6CDB8179203DA145 /media/part ntfs defaults 0 0

Pronto se tudo foi feito conforme explicado aqui, sua partição /media/part será montada na inicialização do sistema.

Obrigado pela visita e boa sorte.

limits.conf

A grande possibilidade de configuração é um dos carros-chefes do GNU/Linux. Isso já é de notório conhecimento.
Essa dica tem por objetivo mostrar o que é um arquivo de configuração àqueles que ainda não conhecem, e como configurá-lo. Este especificamente para limites aos usuários.

Localização do arquivo:
/etc/security/limits.conf

Este arquivo que vamos estudar tem a seguinte descrição e deve ser editado com os seguintes atributos:
-domínio -tipo -item -valor

domínio
Este espaço deve ser substituído por um usuário, um grupo, um coringa “*” ou “%”(os dois sem aspas).
tipo
No tipo vamos definir o grau de limite que vamos atribuir ao domínio, grau esse que pode ser hard, para limites máximo ou soft para limites mínimos.
item
Já no campo item encontraremos a parte “X” da questão é aqui que estará marcada a tarefa que por algum motivo o usuário root vai restringir, limitar a um usuário normal.
Para isso temos como opções de item:
core – limita o tamanho do arquivo core (kb)
data – limita o tamanho máximo de dados (kb)
fsize – limita o tamanho máximo dos arquivos (kb)
memlock – refere-se ao espaço máximo de endereços bloqueados na memória (kb)
notfile – limita o número máximo de arquivos aberto
stack – tamanho máximo de pilha (kb)
rss – tamanho máximo de programas residentes (kb)
cpu – limita o tempo usado na CPU (min)
nproc – número máximo de processos
as – limite de endereços
maxlogins – limita logins de um usuário
priority – prioridade que os programas deste usuários serão executados.

valor
Por fim, temos o último campo valor. Este por seu nome já demonstrar a que veio, ajuda bastante ao estudante que aqui veio buscar informação.
Valor é onde se limita realmente.
Ex. Tamanho máximo de arquivo que usuário, “manuel” poderá armazenar na sua conta, tempo máximo que poderá usar a CPU.
Segue abaixo um exemplo de como configurar o arquivo.
Imagine que você cria uma conta, mas esta conta só precisa ser usada 3 vezes, isso é apenas um exemplo, pois achei que fosse de mais fácil compreensão.
Não cabe aqui explicar procedimento para criação de contas já que isso é assunto que estudante de GNU/Linux aprende em suas primeiras aventuras pela linha de comando, mas desconhecendo o fato: pergunte ao Google.
Abra o arquivo com um editor de sua preferência.
Ex: vi, emacs, kate.
Lembre-se que só usuário root tem poder de administrador. Portanto é preciso está logado como root #.


domínio___tipo_______item_________valor
manuel______hard_________maxlogins_________3
chico_______soft_________nproc_____________20
jose________hard_________rss_______________10000
*___________hard_________core______________0

No primeiro exemplo o usuário manuel terá direito a 3 logins. A partir daí será exibida uma mensagem para que o mesmo entre em contato com o administrador.

Espero que as informações estejam de fácil compreensão. Até breve, prometo postar com mais brevidade.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

firefox 4

Olá após algum tempo sem postar nada.
Venho aqui passar como instalar o firefox 4 (BETA) no seu GNU/Linux.

Primeiro você deve baixar o pacote em:
Clique aqui

Após o down ter sido concluído você deve extrai-lo com o comando:

$ tar -jxvf firefox-4.0b1.tar.bz2

Vamos deletar o firefox antigo que encontra-se instalado no nosso sistema.

Supondo que você use uma Debian-like faça assim:
$ sudo apt-get remove --purge firefox

Agora devemos mover toda a pasta extraída para o diretório /usr/lib/firefox.
$ sudo mv firefox /usr/lib/firefox
Com isso a estrutura seguinte será /usr/lib/firefox/firefox

O arquivo que você deve executar para abrir o firefox está dentro desta pasta acima.
Devemos então criar um link deste para que seja possível executar pelo menu.

$ sudo ln -s /usr/lib/firefox/firefox/firefox /usr/bin

Preste atenção temos três vezes o nome firefox. O 1º já estava criado lá, o 2º foi a pasta que você moveu e o 3º é o executável presente na pasta.

Feito isso seu firefox 4 deve funcionar normalmente.
Abraço.

terça-feira, 13 de abril de 2010

crontab

Programe tarefas para serem executadas com data e horários pré-determinados.
Você vai precisar do arquivo crontab.

/etc/crontab

Use seu editor de textos preferido:

$ sudo vim /etc/crontab

A estrutura do arquivo crontab é a seguinte:

# m h dom mon dow user command
17 * * * * root cd / && run-parts --report /etc/cron.hourly


onde # significa que é um comentário e tudo que estiver ao lado direito dele não será interpretado.
m = minutos (0 a 59);
h = horas (0 a23);
dom = dias do mês (1 a 31);
mon = mês (1 a 12);
dow = dias da semana (0 a 6) domingo = 0, segunda = 1 e sábado = 6;
(para facilitar você pode usar as três primeiras letras do calendário semanal em inglês ex:
sun, mon, tue, wed, thu, fri, sat, no local correspondente ao dia da semana.)

user = usuário que vai executar o comando.
command = a tarefa que deve ser executada no horário e data pré-determinados

Por exemplo, vou escrever uma mensagem de Feliz Natal às 00:00hs do dia 25 de dezembro de 2010.Após o comando
$ cal 2010 vi que esse dia será sábado.
Portanto vamos ao exemplo.

#mensagem de natal
00 00 25 12 6 osiel echo "Feliz Natal"


00 = minutos;
00 = horas;
25 = dia;
12 = mês;
6 = dia da semana, no caso sábado;
osiel = usuário;
echo = comando que escreve algo na tela;
"Feliz Natal" = mensagem que será escrita na tela.

Neste artigo estão colocadas as informações necessárias para se editar o arquivo crontab. Espero que tenha sido útil. Até a próxima.